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Projeto TERRATORIUM*
Uma proposta de sustentabilidade para as fazendas históricas de café do estado do Rio de Janeiro

José Arnaldo Deutscher

O estado do Rio de Janeiro possui um belo, considerável e pouco conhecido patrimônio arquitetônico rural constituído por fazendas históricas vinculadas à economia cafeeira, sendo que aproximadamente 240 unidades foram mapeadas pelo Projeto de Inventário das Fazendas do Vale do Paraíba Fluminense.

Estas fazendas estão distribuídas, espacialmente, nas regiões Centro-Sul, Médio Vale, Serrana e Noroeste do estado e, em comum, enfrentam problemas ligados à sua sustentabilidade.

Johann Georg Grimm e as fazendas de café

Carlos Roberto Maciel Levy

Não deixa de ser pelo menos curioso que os méritos da produção artística de um pintor, bem como o significado exponencial de sua inserção em nossa História da Arte, tenham sido imediatamente prestigiados por seus contemporâneos — e que esse prestígio venha se ampliando sem cessar até o presente — quando na verdade sua vida e obra continuam a ser ainda tão pouco conhecidas.

O Vale do Paraíba Fluminense a dinâmica imperial

O inventário das fazendas de café do Vale do Paraíba fluminense realizado sob a coordenação técnica do INEPAC traz, aos pesquisadores das diversas áreas das ciências humanas, múltiplos caminhos para pensar este espaço em seus aspectos políticos, econômicos, sociais, culturais e naturais. A partir dos dados disponibilizados é possível refletir sobre a diversidade de experiências individuais e coletivas vivenciadas pelos agentes históricos que habitaram a região durante o Oitocentos.

A paisagem da fazenda cafeeira através da iconografia no século XIX

Para entendermos como foi o processo de construção da paisagem que redundou no Plantation cafeeiro no Vale do Paraíba durante o século XIX, teríamos que conhecer um pouco os autores da obra e as circunstâncias que os motivaram.

As fazendas do Vale do Paraíba – O começo de uma caminhada

Convidada, em 1971, a lecionar na Faculdade de Arquitetura de Barra do Piraí, Fundação Educacional Rosemar Pimentel1, deparei com o panorama daquela região – Vale do Paraíba do Sul – com sua vegetação empobrecida pelas antigas plantações de café e povoada de fazendas que resistiram à decadência daquela produção.

Outras visões para a observação de algumas das famílias que atuaram no Vale do Paraíba Fluminense durante o Ciclo Cafeeiro

Roberto Menezes de Moraes

O início, apogeu e declínio da cultura cafeeira na província fluminense requereram expressiva e variada quantidade de homens e mulheres, livres e cativos, das mais diversas idades e condições, brasileiros natos ou imigrantes, que acabou por constituir, ao longo de todo este processo, uma verdadeira rede de parentesco.

O café, o Vale do Paraíba e a mulher fazendeira

Em finais do século XVIII e início do XIX, homens aventureiros, em busca de riqueza ou já enriquecidos no comércio do Rio de Janeiro, ou das exauridas minas das Gerais, chegavam ao Vale do Rio Paraíba do Sul.
Eles desbravavam as terras cobertas de exuberantes florestas, enfrentavam os índios bravios que ali viviam e, com um pequeno número de escravos, davam início à derrubada das matas, plantavam pequenas lavouras de subsistência e as primeiras mudas de café. Construíam casas rústicas para sua moradia e para seus servos. Com eles, vinham suas esposas e muitas vezes algum filho.

Pinturas murais de velhas fazendas

Ana Claudia de Paula Torem

Poderíamos dizer que o primeiro contato que os brasileiros experimentaram com aquilo que chamaríamos de “civilização” se deu no princípio do século XIX, logo que o príncipe D. João VI aqui chegou, trazendo um número gigantesco de europeus. Até então, mesmo durante três séculos de convívio com estrangeiros, mesmo transladando a cultura portuguesa, nosso país se manteve apoiado em suas estruturas rurais, onde o acanhado crescimento urbano, sobretudo da região sudeste, restringia-se às cidades modestas de vida sossegada e infraestrutura precária.

Tropas, trilhas e fazendas

Paulo Raulino Lamego

Hoje, ainda nos primórdios do século XXI, quem pretender se deslocar do litoral da cidade do Rio de Janeiro, antiga Corte do Brasil, com a intenção de chegar ao interior do estado, precisamente, ao outrora Vale do Café Imperial, não despenderá muito tempo, nem tão pouco defrontará dificuldade para lograr tal intento.

O Ciclo do Café Vale-paraibano (2008)

Roberto Guião de Souza Lima

A história do café no Vale do rio Paraíba do Sul, no século XIX — das fazendas cafeeiras, das famílias que eram suas proprietárias, dos escravos que constituíam a mão-de-obra empregada na produção, tratamento e beneficiamento dos grãos e de tudo o mais que se observava nos complexos agrícolas de então — seguiu um modelo bem definido, criando um cenário uniforme, que caracterizou o “Ciclo” nas suas mais diversas formas de manifestação.

Os caminhos antigos no território fluminense (2008)

O interesse em descrever, ou melhor, em transcrever os percursos das antigas estradas de penetração no interior do território fluminense justifica-se pela importância que estas tiveram como vetores do povoamento e desenvolvimento da região do Vale do Paraíba no Estado do Rio de Janeiro.

Parte significativa da história de nossa colonização foi escrita ao longo e através desses caminhos, e quando sobre eles nos debruçamos trazemos à tona acontecimentos que abrangem desde a expulsão dos índios nativos de suas terras, ao transporte do ouro e o abastecimento das Minas Gerais, chegando ao estabelecimento da cultura do café, ao surgimento e enriquecimento das famílias dos “barões do café”, e às modificações sócio-econômicas e culturais por que passou esta região, e o país como um todo, nesse período de tempo que é objeto de nosso estudo.

Preservar o Passado é Construir o Futuro (2008)

Sônia Maria de Mattos Lucas

O desafio dos trabalhos voltados para preservação do patrimônio histórico e cultural no mundo contemporâneo é tanto maior quanto menos se conhece a herança deixada por nossos antepassados, e quanto menor for o registro, a documentação e a disponibilização dessas informações para o cidadão comum e o público em geral. Com o crescente processo de globalização, os laços de identidade entre os diferentes grupos sociais, que até há pouco mantinham íntegros os vínculos culturais, passaram a sofrer, num ritmo acelerado, todo tipo de influências, abrindo-se para países e culturas do mundo inteiro.

Senhores e Escravos no Vale do Paraíba nas Últimas Décadas da Escravidão (2008)

O estudo das fazendas históricas do Vale do Paraíba Fluminense nos leva a uma curiosidade especial: quais eram os personagens que viviam nessas construções, remanescentes da época áurea da produção cafeeira na região, que tanto nos impressionam e cativam pela imponência das suas arquiteturas que sobrevivem ao tempo?

Como se relacionavam aqueles que habitavam e trabalhavam naqueles belos locais? Havia em cada fazenda uma complexa teia de relações entre subordinados e mandantes, que os mantinha todos fisicamente próximos, apesar do abismo social que os separavam.

Cada imóvel que restou das unidades produtivas das antigas fazendas de café, consideradas por nós, hoje, como “patrimônios culturais” que merecem ser preservados como testemunhos de uma época, tem uma história de vivências e conflitos que precisa ser conhecida.

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Piraí, Pinheiral, Barra do Piraí, Mendes, Vassouras, Engenheiro Paulo de Frontin, Miguel Pereira e Paty do Alferes

Valença e Rio das Flores

Paraíba do Sul, Comendador Levy Gasparian, Três Rios, Areal e Sapucaia

Petrópolis, SJVRP, Sapucaia e Carmo

Cordeiro, São Sebastião do Alto, Duas Barras, Cantagalo, Santa Maria Madalena e Trajano de Moraes